As Magnólias do Parque da Pena já começaram a florescer. São árvores fantásticas que conferem ao parque uma cor muito especial nesta altura do ano. Segundo a Monografia, as Magnólias existentes no Picadeiro da Pena foram plantadas em 1918, sob orientação do então administrador do Parque, Oliveira Carvalho, também conhecido como o ‘Carvalho da Pena’. Sigam a minha sugestão, visitem o Parque da Pena e aproveitem este cenário que a natureza oferece.
Na passada sexta-feira (7 de Março) foi emitida a nova rubrica do Jornal da Noite da SIC, intitulada “Aqui há História”.
O primeiro
episódio foi dedicado ao Chalet da Condessa D´Edla. Esta emissão conta com a
presença do Professor António Lamas, do Eng.º Daniel Silva e de Maria Antónia
Lopes, autora da recém-lançada biografia do Rei D. Fernando II.
É
conhecida a inação do Parque Natural de Sintra-Cascais sobre o património à sua
guarda. Quem não recorda o terrível estado de abandono do Parque da Pena que
levou à ruina do Chalet da Condessa D´Edla no ano de 1999?
Mais recente é a
degradação visível nas antigas instalações deste organismo, sobre a alçada do
ICNF, tutelado pelo Estado Português. As instalações situadas na Rua Gago
Coutinho (antiga vivenda do cantor Roberto Leal), devido a problemas de
estabilidade, obrigaram à mudança dos serviços para o Largo Fernando Formigal
de Morais, uns metros acima da anterior sede. O funcionamento dos serviços no
Largo Morais passou a fazer-se numa antiga casa de magistrados, propriedade do Município.
Em Novembro de 2012 foi noticiado que o auditório que se situava na Rua Gago
Coutinho tinha ruido, obrigando à deslocação dos técnicos que estavam em
funções nas instalações desse auditório para o Largo Morais.
Em
finais de 2012, era visível também a degradação das instalações na antiga casa
de magistrados. Qualquer cidadão que se deslocasse ao interior das instalações constataria que toda a área de entrada estava ocupada por sacos de plástico e
caixotes. Um espaço que se tornou exíguo para aquele organismo.
Antiga casa de magistrados/PNSC – Largo Morais (Google Maps)
Em
notícia avançada ontem pela agência LUSA, a Câmara Municipal de Sintra confirma
que os serviços do PNSC estão instalados provisoriamente no edifício do
Departamento de Urbanismo, agora renomeado de “Direção Municipal de Ambiente,
Planeamento e Gestão do Território”, na Praça D. Afonso Henriques, na Portela
de Sintra.
A
CMS indicou também que estão a decorrer conversações no sentido de transferir
os serviços do PNSC para as instalações do DOM – Departamento de obras
municipais que ficará desocupado.
Aguardam-se novidades, ficando no ar a questão: Para quando a reabilitação do imóvel da Rua Gago Coutinho?
Foi
emitido pela SIC Notícias, na sua rúbrica semanal “Espaços e Casas”, uma
reportagem relativa ao notável restauro do Salão Nobre do Palácio da Pena.
Neste vídeo são também visíveis os trabalhos de manutenção do mobiliário
desenvolvidos na Sala de Fumo (conhecida anteriormente como “Sala Indiana”).
No
início de Fevereiro, a Parques de Sintra criou um canal no youtube, passando a
disponibilizar interessantes filmes como é o caso de uma produção que durante
15 minutos passa em revista todo o trabalho desenvolvido no Salão Nobre. Nota
para o facto de uma pequena versão desse vídeo ter sido disponibilizada aquando
da inauguração do restauro aqui no blog. Vale a pena ver.
Columbano
Bordalo Pinheiro (1857-1929) foi um dos maiores pintores Portugueses do séc.
XIX/XX.
Em
1875, Columbano pinta o retrato da Condessa D´Edla, sentada e a escrever.
Apesar do quadro não estar assinado, apresenta apenas o monograma da Condessa,
juntamente com a inscrição: "Primeiro quadro do Columbano oferecido à Sr.ª
Condessa d"Edla em 1875”, tendo o artista apenas 18 anos, cerca de 6 anos
antes da sua ida para Paris em 1881, patrocinado pela Condessa.
Este
quadro terá ido a leilão no ano de 1930, ficando na posse de um particular,
sendo a sua existência desconhecida.
Um
recente leilão (PCV-2009) bem como a investigação realizada para o livro “Os
Criadores da Pena”, permitiu a identificação do paradeiro deste retrato. Assim,
a Parques de Sintra, após negociação com o proprietário, procedeu à sua
aquisição a fim de figurar no Chalet da Condessa D´Edla, no Parque da Pena.
Fonte:
Margarida de Magalhães Ramalho - Livro “Os Criadores da Pena” e entrevista à rádio Antena
2.
No passado sábado, 1 de Fevereiro, Margarida Ramalho foi
convidada do programa “A Força das Coisas”, emitido pela Antena 2.
A
participação neste programa vem na sequência do lançamento do livro “Os
Criadores da Pena”, editado pela Parques de Sintra Monte da Lua, no passado mês
de Outubro.
A entrevista, recheada de curiosidades históricas, pode ser
encontrada aproximadamente a meio da emissão, no seguinte link:
O
Salão Nobre do Palácio da Pena é o centro do Palácio Novo (acrescentado por D. Fernando
II ao antigo mosteiro Jerónimo). Teve a designação inicial de “Sala dos
Embaixadores” devido ao seu objetivo inicial, sala de acolhimento e etiqueta.
Após
a morte de D. Maria II em 1853, as obrigações de estado de D. Fernando diminuem.
A partir de 1862, este espaço é totalmente remodelado. Para tal, o Rei adquire
uma mesa de bilhar, luminárias e mobiliário, que transformaram esta sala num
espaço de convívio informal.
O
Salão Nobre está revestido a estuque trabalhado, numa união de doze rosáceas de
inspiração gótica, unidas a padrões neo-mouriscos. A estravagância da sala é
acentuada pelos vitrais alemães colocados nas janelas, pelo mobiliário estilo
neo-tudor, pelos turcos tocheiros e pelo lustre neo-gótico.
O
mobiliário e as luminárias existentes no Salão Nobre, restaurado ao longo dos
últimos 3 anos, foram adquiridos por D. Fernando II em 1867 à casa “Gaspar.
Armador e Estofador. Sucessores Barbosa & Costa. Praça do Loreto, Lisboa”.
O
mobiliário principal em madeira de andiroba e nogueira escurecida
(originalmente com estofos forrados a chagrin Bordeaux) foi encomendado de forma
a integrar-se por completo no contexto arquitetónico. Os oito grandes sofás de
espaldar alto com espelhos inserem-se em 8 Panos de parede entre vãos do salão
(quatro nos topos, quatro longitudinalmente). Os quatro turcos-tocheiros
ocupavam os outros 4 panos de parede. As restantes peças, poltronas, cadeiras,
tamboretes e mesas, organizavam-se em torno dos sofás.
Com
esta interligação formal entre arquitetura e artes decorativas fixas e móveis,
D. Fernando aproximou-se de um ideal que viria a ser realidade nas artes
decorativas da geração seguinte: o Design Total.
A
introdução de mais mobiliário pela seguinte geração que aqui habitou, a do rei
D. Carlos e da Rainha D. Amélia, aligeirou o carácter representativo desta
sala. Com a chegada da República, estas peças foram retiradas do Salão Nobre e distribuídas
pelo Palácio.
O
restauro do Salão Nobre foi inaugurado pelo secretário de estado da Cultura,
Jorge Barreto Xavier no dia 23 de janeiro. Com esta intervenção, restituiu-se a
integridade visual das peças bem como a reparação de danos e reconstituição das
partes em falta. Os estofos voltaram a ser forrados a chagrin Bordeaux. Este
restauro incluiu também a remodelação integral de estruturas técnicas e de
segurança. Para além do mobiliário, também os estuques, as luminárias
(incluindo o grande lustre), os vitrais e os pavimentos foram intervencionados,
juntamente com a escada das cabaças e sala de entrada, tornando este restauro,
um projeto integral. Mais detalhes sobre este projeto, AQUI (Press Release - Parquesde Sintra).
Toda a história aqui relatada baseou-se nos painéis que estiveram colocados durante a intervenção de restauro, no Salão Nobre.
Em
entrevista ao suplemento Economia do
Jornal Expresso, publicado no passado sábado, 25 de Janeiro, António Lamas (presidente
do conselho de administração da PSML) refere que esta intervenção teve um custo
total de 262 mil euros. A mesma fonte indica que nos últimos 7 anos, a empresa
pública investiu 26 milhões de euros na recuperação do Património. Em 2013, as
receitas atingiram os 15 milhões de euros. O número de visitantes ascendeu a 1,7
milhões (93% estrangeiros), representando um aumento de 700 mil visitantes em 2
anos.
Filme
de apresentação do restauro do Salão Nobre, produzido pela Malagueta Produção Audiovisual
para a Parques de Sintra
Reportagem
sobre o restauro do Salão Nobre, emitida pela RTP1 no dia 22 de Janeiro. Esta reportagem conta com entrevista ao Arq. António Nunes Pereira (Diretor do Palácio da Pena), a Pedro Alexandre (Empresa Portal de São Domingos – Responsável pelo restauro do mobiliário) e ao Eng. Daniel Silva (Coordenador do restauro do Palácio da Pena).
Futuros
restauros no Palácio da Pena
O
restauro do Palácio da Pena não termina aqui. Neste momento encontra-se em remodelaçã o as instalações da loja, restaurante e cafetaria, prevendo-se a sua conclusão em
Abril, juntamente com a instalação de um elevador nesse local para facilitar a acessibilidade
(incluindo-se no projeto ‘Parques de Sintra Acolhe Melhor’).
Na
reportagem da RTP, o Diretor do Palácio refere que está a ser terminado o
restauro dos estuques da sala de entrada (junto à escada das Cabaças). Foi
recentemente descoberto o mobiliário original da Sala de Fumo. Este mobiliário
que se encontra nas reservas do Palácio da Pena e no Palácio Nacional de Sintra,
será restaurado e colocado no seu local original. Antigamente chamada de ‘Sala Indiana’,
esta sala está decorada com mobiliário indiano adquirido em 1940.
Será
dada continuação do restauro do Gabinete da Rainha D. Amélia, cuja pintura
mural se encontra bastante danificada. Os aposentos do Rei D. Manuel II, que
serviram de apoio ao restauro do salão Nobre e que estão encerrados desde 2011,
também serão alvo de intervenção de restauro. Espera-se também que o mecanismo
do relógio do Palácio (Torre do Relógio) seja também recuperado durante este
ano.